A 1ª Convenção Autárquica do PSD/Fafe, que juntou militantes, simpatizantes e os sociais democratas eleitos nos vários órgãos do município, ficou marcado por apelos à união interna do partido e críticas ao executivo socialista que gere a Câmara de Fafe.
O novo líder, Luís Silva, eleito em janeiro, explicou que esta foi a primeira ação do partido após “quatro meses de reorganização interna”, avançando que em setembro vão iniciar périplos pelas freguesias para contactar no terreno com a população e perceber as suas necessidades, bem como visitar instituições e empresas para recolher contributos para o seu plano de ação.

Luís Silva elencou o despovoamento e envelhecimento do norte do concelho, o atraso na construção da Zona Industrial de Regadas, e a não contemplação dos pavilhões desportivos nas requalificações das duas escolas, como problemas fundamentais para o PSD, que merecem mais atenção dos políticos.
O vice-presidente da Comissão Política Concelhia, Manuel Carvalho, protagonizou o discurso mais crítico ao executivo socialista, apontando o dedo ao “clientelismo que é uma vergonha em Fafe” e à “subsídio-dependência”, dizendo que “é fácil distribuir por alguns aquilo que é de todos”.
“Em Fafe, em vez de se incentivar as pessoas a subir um degrau e ser menos dependente do poder político instalado, dá jeito que desçam um degrau para serem mais um subsídio-dependente”, lançou, defendendo que é preciso pensar no futuro com foco na criação de riqueza e não na “clientela”.


Num apelo à união, considerou que “a semente para o futuro” esteve ali reunida, o “PSD puro, do trabalho”: “Somos uma pequena onda, mas seremos uma onda da Nazaré”.
Também a deputada fafense Clara Marques Mendes afirmou ser fundamental que “esta família se junte fora das campanhas eleitorais”. “É assim que se faz política, a dialogar e falar dos problemas da terra. Porque o PSD é de facto uma alternativa para Fafe”, concluiu.
Ausência notada foi a de Eugénio Marinho, o vereador eleito pelo partido.