Deputada do PCP questionou Governo sobre encerramento do troço da variante à EN206

De acordo com o Ministério, prevê-se que a consignação da obra ocorra nos próximos 3 meses. O prazo previsto para a execução da obra é de cerca de 4 meses.

A deputada do PCP eleita pelo círculo eleitoral de Braga, Carla Cruz, questionou o Governo sobre o encerramento do troço da variante à Estrada Nacional 206, entre o Nó de Santo Ovídio e o Nó de Fornelos, cortado ao trânsito desde abril, informou hoje a Comissão Concelhia de Fafe do PCP.

“Por que razão ainda não iniciaram as intervenções? Quando vão ser iniciadas as intervenções? Quais as intervenções que vão ser realizadas?”, foram algumas das questões colocadas pela deputada ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.

No documento com o pedido de esclarecimentos, enviado a 16 de maio, a deputada sublinha que se “trata de uma via importante de acesso à zona industrial, a algumas freguesias de Fafe e ao concelho de Cabeceiras de Basto”, e, embora existam alternativas, “algumas delas sobrecarregam a cidade nas horas de ponta, pelo que se exige uma rápida intervenção”.

Na resposta, datada de 3 de julho, o Ministério confirma que foi publicado em junho o anúncio do concurso público para a realização da obra, prevendo-se que, atendendo aos prazos legais para o concurso, “a consignação ocorra nos próximos 3 meses, tendo em consideração a complexidade da intervenção”.

“O prazo previsto para a execução da obra é de cerca de 4 meses”, clarifica ainda a resposta do ministério.

Corte transito_Variante2

No documento é recordado que a interdição total ao trânsito foi para “prevenir situações que pudessem pôr em causa a segurança da circulação rodoviária”, já que sob o troço da variante “existe uma passagem hidráulica que apresentou sinais de risco de estabilidade”.

“A IP [Infraestruturas de Portugal] iniciou de imediato os estudos para a definição da melhor solução para a substituição da obra de arte em causa. Estes estudos tiveram de atender a constrangimentos de ordem hidráulica, estrutural e segurança”, explicam.

Em comunicado, a Comissão Concelhia de Fafe do PCP garante que “continuará a intervir e a defender as justas lutas da população” sobre estes e outros assuntos que preocupam a população fafense.