O Fafe Sempre voltou a demonstrar a sua indignação com a atuação da Infraestruturas de Portugal (IP) no corte da variante da EN206, entre o Nó de Santo Ovídio e o Nó de Fornelos, que dura há já meio ano.
Em reunião do executivo municipal, Vítor Moreira considerou que a situação está “a ultrapassar todos os limites” e devia haver uma “intervenção mais forte” da autarquia.
“Está adjudicada desde o dia 29 de agosto. Não se compreende como é que durante um mês não tiveram possibilidade de pôr a obra em andamento. É de lamentar esta atitude da Infraestruturas de Portugal”, afirmou.

Na assembleia municipal, foi Bruno Oliveira a dar voz à insatisfação do movimento. “É vergonhoso, não existe outro nome”, expressou, estendendo as críticas à falta de limpeza das bermas da via rápida e ao projeto da Ponte de Passos, dada a inexistência de qualquer passeio para peões.
O presidente da câmara, Raul Cunha, lembrou as razões de segurança que levaram ao corte, que resulta de “haver uma fragilidade num pontão que pode condicionar a que haja um acidente grave”.
Segundo o edil, terminou o prazo para a empresa apresentar documentação, pelo que agora deverá ser assinado o contrato e “brevemente começar a ver-se obra”. O prazo de execução da empreitada é de 105 dias.